
Esta iniciativa pretende gerar espaços de reflexão crítica ante os processos de integração latino-americana e as políticas de desintegração; a fim de expor as sensações pessoais e coletivas, re-significando assim, as identidades e os sensos de pertencimento e resistência dos países latino-americanos.
Antecedentes:
Estes encontros surgiram em Bogotá Colômbia, orientados pelo Colectivo Red-acción. Após levaram essa iniciativa para La Paz Bolívia (outubro de 2008), na Assembléia Permanente de Direitos Humanos. Esse coletivo, em parceria com a Casa Aberta (SP), abriu um primeiro espaço de discussão: “Somos Sudakas I” em 12 de junho de 2009.
Convite:
Convidamos tod@s @s interesa@s para expressarem suas sensações e sua “latinoamericanidade” através da presença, de escritos, poesias, ensaios, desenhos, filmes, documentos e documentários, comida, música, dança, performance, instalações, instrumentos, e qualquer expressão que queira interagir.
Programação:
Domingo 30 de agosto
10h: Desayuno
• Construção do mural: “Nuestro norte es el sur”
• Atividade: “Tecer uma nova suramérica”
• Jogos do mundo
12h: Almoço com filmes
15h: Charlas!! Debate-papo
• Impunidade, direitos humanos e restauração social na A. Latina
Hector Guerra Hernández (Chile)
• Trabalho livre e trabalho escravo na A. Latina
Carlos de Alameida Toledo (Brasil)
• Intervencionismo, integração, movimientos sociais e resistência.
Ximena Rivera Bryón (Colômbia) (Casa Aberta e Red-acción)
A noitinha: Sarau Sudaka
Todos nos!!!!
Lágrimas de Areia
ResponderExcluirLá estava ela, triste e taciturna.
Testemunha de efêmeros conflitos,
Com um olhar perdido no tempo,
Não exigia nada em troca
A não ser um pouco de atenção.
Sentia-se solitária, oca,
Os homens admiravam-na pelos seus dotes.
As crianças, em sua eterna plenitude,
Admiravam-na muito mais além...
... Mais humana!
De sua profunda melancolia
Lágrimas surgiram.
Elas não umedeceram o seu rosto,
Mas secaram o seu coração,
O poço da alma,
Aumentando cada vez mais
A sua sede.
Lá ela permaneceu; estática, paralisada!
Esperando que o vento do norte a levasse
Para bem longe dali!
O dia começou a desfalecer.
Seu coração, outrora seco e vazio,
Agora pulsava em desenfreada arritmia.
Desespero!
A maré estava subindo...
Em breve voltaria a ser o que era:
Um simples grão de areia.
Quiçá um dia levado pelo vento,
Quiçá um dia... Em um porto seguro.
Do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan
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